sábado, 3 de setembro de 2011


AGRADECIMENTO DA ORGANIZAÇÃO DO I PEDAL 50K SERRA DO VITAL DE MTB


 

Realizamos com sucesso neste ultimo dia 21 de Agosto o I Pedal 50k Serra do Vital de Cajazeiras de MTB 2011. Agora é hora de começar uma nova etapa e encararmos os próximos desafios do II pedal Serra do Vital.

Nós como organizadores do I evento de MountainBike de Cajazeiras, Prof. Francisco Marcondes Gonçalves e Stênio Ferreira de Aquino, apostamos que é possível o crescimento do MTB (Muontainbike) em nossa cidade mesmo sabedores das dificuldades que venhamos a enfrentar. Um esporte que ainda precisa de muita organização e principalmente ser encarado por todos nos com mais profissionalismo. Hoje já vislumbramos a reais possibilidades de crescimento, isto configurado pelo sucesso do evento.
Aproveitamos para agradecer aos nossos patrocinadores, e participantes do Evento I Pedal 50k Serra do Vital e a todos aqueles que direita ou indiretamente contribuíram para seu sucesso, pois, sem eles nada disto seria possível. Não iremos aqui cita-los nominalmente para não corrermos o rico de pecarmos por omissão.
Temos a convicção da importância que foi realizarmos este evento, como é a nossa intenção darmos continuidade e a cada etapa iremos lançar novidades, tornando-o mais atrativo possível e quem sabe num futuro próximo competitivo.
Aconteceram tantas coisas boas, mais sabemos ainda ter muito a evoluir, tem muito chão para rodar e, quem sabe, novos tempos construídos por todos para fazermos este esporte crescer junto com nossos parceiros, é o que todos nos aspiramos.


Este ano os atletas que participaram do nosso pedal rodaram em média cinco horas em cima da bike, distribuídos em aproximadamente 53 quilômetros de percurso com dificuldades que compreendia superação, desde o nosso clíma abrasivo até as trilhas de subidas íngremes e que exigia dos nossos atletas grandes esforços físico e perseverança, isto intercalado com pausa para hidratação.
Foi oferecido aos participantes um kit com camisa do evento, garrafinha de hidratação, barras de cereal, café da manhã e dois postos de hidratação distribuídos ao longo do percurso culminando com almoço no restaurante NAS ALTURAS na Serra do Vital a 730 metros acima do nível do mar.





Para nossa alegria e satisão a cidade de Cajazeiras pela primeira vez na sua história abriu as portas para o seu 1º Evento de MTB do Alto Sertão da Paraíba. Deixemos claro que só temos a agradecer a todos e em especial a Prefeitura de Cajazeiras que recebeu com muita atenção toda a comissão organizadora. Tanto por parte do prefeito Carlos Rafael como dos seus secretários que nos apoiaram no evento inserindo dentro da grade de comemoum ração do dia da cidade. Fica aqui nossos agradecimentos e a certeza de maior envolvimento de todos para propiciar a melhoria desta modalidade e criar condições de termos num futuro próximo outro tipos de competição de MTB em nossa cidade.

A realização deste primeiro evento já foi uma conquista importante e que, sem a participação de todos, nada disso seria possível. Aproveitamos também para agradecer em especial e de coração a todos os atletas e convida-los para nosso próximo evento que se Deus assim nos permitir será no mês dsugestões e também elogios, serão muito bem vindos e tentaremos corrigir as falhas apontadas que com certeza aconteceram. No nosso Blog wwwvidativa.bogspot.com vocês irão ter acesso a esta pesquisa, paticipem! Fica aqui nosso compromisso de corrigir as posssiveis falhas do evento, pelo menos as que estiverem ao nosso alcance. Ainda temos muito a melhorar, mas isso será aos poucos. Precisamos conquistar a confiança dos nossos parceiros e mostrar que investir no esporte é um dos melhores caminhos para a formação da pessoa gerando saúde e cidadania.

Para chegarmos até aqui, recordamos automaticamente todas as dificuldades que passamos. É claro que isso é compartilhado com poucas pessoas e essas poucas pessoas foram à energia extra no momento certo. Quero agradecer com especial carinho a minha esposa Lenira que não mediu esforços para que o evento acontecesse. Queremos agradecer também a todos que, de alguma forma, pediram protecção a Deus para todos os envolvidos no I Pedal 50k Serra do Vital. Não temos dúvidas de que juntos construímos uma grande família do esporte. Conseguimos somar diferenças, encurtamos distâncias unindo atletas de varias cidades do nosso Estado, como: João Pessoa, Sumé, Santa Luzia Patos, Solânea, Catolé do Rocha, Sousa e Cajazeiras. E que com certeza, estejamos juntos no próximo ano com mais desafios, mais atletas e muitas trilhas. Até 2012, se Deus quiser!


Matéria: Prof. Francisco Marcondes Gonçalves






quarta-feira, 31 de agosto de 2011

REPENSAR A EDUCAÇÃO FÍSICA É MAIS QUE UMA NECESSIDADE É NOSSA OBRIGAÇÃO


01 DE SETEMBRO  DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA

A Educação Física Escolar, seus caminhos e descaminhos.
 
A cada dia percebo como é difícil uma mudança de modelo, mas não impossível, dependendo apenas de algumas ações concretas em direção a esta mudança tão esperada.

A Educação Física Escolar através do tempo vem colaborando para a manutenção de valores de uma determinada classe social que prega, entre outras coisas, a valorização do individualismo, levando em conta apenas as habilidades motoras e selecionando pessoas como aptas e não-aptas.
Passar de um modelo conservador e militarista, em que só a competição e a exclusão são valorizadas para um novo que valorize a relação professor-aluno e invista em ações cooperativas dentro das aulas, talvez seja fácil, mas a meta não é criar um novo paradigma, pois este, mais cedo ou mais tarde, com toda certeza se esgotará. A busca é por uma nova consciência. Esta transformação também não é trabalho apenas para uma pessoa, pois, isoladamente, nada conseguiremos, portanto, a idéia é somar o máximo de pessoas em torno deste ideal e, a partir daí ousar sonhar com uma nova EFE, mais justa, democrática e que valorize todas as diferenças.

A EFE pode e deve contribuir no processo de ensino-aprendizagem dessa nova consciência, mas para que isto ocorra é necessária uma nova abordagem, pois a atual já está esgotada, uma vez que reforça uma cultura de exclusão. Penso que o mais viável seria criar e sustentar dentro das escolas uma pedagogia cooperativa, cuja aula de EFE se transforme num espaço onde todas as diferenças possam conviver e aprender umas com as outras, em harmonia, sendo respeitadas e, mais que isto, valorizadas. 
 Apenas com discurso nada será transformado; precisamos arregaçar as mangas e trabalhar muito em busca da EFE que acreditamos ser a melhor para a formação de nossas crianças e, que por meio dela possamos transformar o futuro. Quando perguntamos a qualquer professor de Educação Física o que é preciso para que ela seja ressignificada, tornando-se transformadora, temos várias respostas positivas. Felizmente, a Educação Física militaresca, discriminatória e excludente, que as pessoas conheceram e valorizaram um dia, não tem mais como existir dentro da escola, que agora deve ser para todos. Quando o professor de Educação Física Escolar arranca de um jogo uma criança, ele está negando a ela o direito a uma prática pedagógica, que é fundamental para a formação do tão sonhado ser humano integral. O professor de Língua Portuguesa, por exemplo, não pede para a criança que não sabe nada sobre verbo ficar de fora de suas aulas. Pelo contrário insiste em que ela aprenda. Saindo precocemente do jogo ou da aula de Língua Portuguesa, ela ficará privada de aprender. O professor não deve ser apenas treinador de habilidades, mas sim, um despertador de habilidades, pois trabalhar com as habilidades é fácil, difícil é propiciar habilidades a quem não tem.
Muitos autores já escreveram sobre isso, mas acredito e reafirmo que só com discurso nada se mudará, pois se fala muito e faz-se pouco.
A mudança deve ser gradual e o primeiro passo deve-se colocar meninos e meninas dentro de uma mesma aula, investindo em uma troca de competências em um processo de co-educação e negando a tão famigerada cultura da separação do futebol para os meninos e queimado para as meninas.

Existem muitas saídas para a Educação Física Escolar, porém pretendo falar sobre algumas delas, como a criação do jogo da escola (como conceitua Lino Castellani), do jogo possível a todos (Roberto Paes), do jogo que educa (João Batista Freire), da Educação Física plural (Jocimar Daolio), do jogo cooperativo (Fabio Brotto) ou da Educação Física inclusiva, valorizando a cultura corporal de movimento, e fazendo com que a aula de Educação Física seja um espaço para todos, sem exceção. Talvez o ideal seja abarcar e abraçar todas essas propostas em uma só.
Cabe aqui fazer uma pergunta. Qual é o jogo valorizado pela Educação Física Escolar hoje em dia? Será que corresponde com a expectativa que temos em relação à nossa sociedade?

Até por um total desconhecimento, na grande maioria das vezes, é o jogo com caráter competitivo, que é uma cópia fiel do esporte de alto rendimento, em que o que vale não é a participação, mas sim a aptidão física para vencer. Serve para selecionar pessoas, formar equipes "competitivas" e, em resumo, para excluir. Alguns professores baseiam-se no lema das Olimpíadas, "citius, altius, fortius", que significa mais rápido, mais alto, mais forte, e, cada vez mais exigem perfeição. Agindo assim, muitas vezes estão dando as costas para a EFE, claro que muitos, de forma inconsciente, pois não avaliam o mal que fazem à própria área. Em competição já somos todos especialistas, pois tivemos uma vida inteira de treinamento dentro dessa maneira de jogar e viver. Basta voltar ao tempo e lembrar os jogos de que participamos dentro da escola para percebermos porque isso acontece.

Se quisermos ver esta transformação refletida em nossa sociedade não podemos mais reforçar a competição, acreditando que a vida deve ser somente para alguns. Existe uma corrente, que apesar de tudo ainda resiste, que é a das pessoas que acreditam em uma mudança de consciência. Por que não criar, propor e sustentar novos jogos e atividades, em que a tônica seja o jogar com o outro, passando a enxergar o tão temível adversário como um solidário, ou seja, mais um que joga para ajudar na busca do objetivo final? O Esporte Educacional já poderia ser uma realidade, pois prega a participação de todos, do menino jogando junto com a menina, valorizando a cooperação, num processo de co-educação. Há alguns anos venho tentando modificar pessoas e percebi que só muda quem assim o deseja, pois é muito difícil fazer brotar algo que o outro ainda não tem. Depois dessa descoberta, o que faço é tentar seduzir a respeito da possibilidade de a Educação Física Escolar poder formar um ser humano mais cooperativo, honesto, crítico, independente e feliz.
 

A escola não deve mostrar só um lado da moeda (competição), pois existem muitas verdades e cada um tem a sua. Ela deve indicar duas maneiras (é claro que existem outras) que o ser humano tem para viver e jogar: Cooperação e competição. Lembro as palavras de Leonardo Boff: "Um ponto de vista é apenas a vista de um ponto".
Quem vai escolher é a criança, mas só escolherá se conhecer as duas, se perceber quais as diferenças e como se sente melhor: cooperando ou competindo? 
 Muitos imaginam que a graça do jogo está na competição, ou que a competição seja o aditivo principal do jogo. Há até os que acreditam ser o jogo sinônimo de competição. Para eles uma mensagem: Para a criança tanto faz cooperar ou competir, o que ela quer é o prazer de jogar, a alegria e descontração que o jogo pode proporcionar, seja ele cooperativo ou competitivo. Terry Orlick (pesquisador canadense) diz que um jogo pode nos formar em direções variadas. Qual é a direção que nós, educadores, queremos para a nossa sociedade? Qual a direção que já estamos? Dá para mudar? Como? Existe um caminho, que seria desmistificar a competição e ritualizar a cooperação em todos os momentos possíveis, pois em competição todos nós já somos especialistas. Que tal dar uma chance para a cooperação, reeducando por meio dos Jogos Cooperativos?
 
Espero ver dentro de todas as aulas de Educação Física Escolar, o gordinho, o magrinho, a menina, o menos hábil, o mais hábil, o portador de necessidades especiais, enfim todos os que, por uma razão ou outra, ainda se encontram excluídos. Aquele aluno que geralmente fica fora das aulas de EFE, é quem na realidade mais precisa delas, então, o modelo deve ser questionado e revisto. Por que insistir na prática dos chamados jogos escolares com o formato excludente, em que só os melhores têm vez? Por que não inventar os jogos escolares para todos, sem exceção? Para isso, os professores precisarão sentar e, discutir e tentar reinventar essa tal EFE, deixando de lado vaidades, pois o melhor professor não é aquele que ganha troféus para a sua escola, ou o que tem mais "atletas" em seu time. O troféu e o atleta são pura ilusão, pois na maioria das vezes não foram, na realidade, conquistas do professor. O menino que joga melhor, muitas vezes treina fora da escola, em clubes ou escolinhas de esportes, não sendo portanto, fruto do trabalho do professor. O professor deve perder a ansiedade de querer especializar crianças em determinados esportes e tentar formar uma bagagem motora rica e diversificada, para aí sim no futuro estarem aptas a jogar qualquer esporte.
 
O professor de Educação Física tem um papel importante na formação de novas normas, valores e atitudes que, certamente irão modificar a paisagem que vemos pela janela e da qual não gostamos. Apenas dizer que a competição faz parte da vida não ajuda, pois com toda certeza quem afirma isto não gosta do que vê. Não podemos perder o poder de indignação e devemos tentar, de alguma forma, modificar por meio das aulas o olhar sobre a vida, passando de uma visão de exclusão para uma nova visão, agora valorizando a inclusão de todas as diferenças.
Escola para ser boa deve ter movimento e sonhos, pois do contrário não irá cumprir o seu papel fundamental, que é transformar uma realidade difícil. Escola sem movimento e sonhos "já era", faleceu e esqueceram de enterrar. Sem falar e imóvel, só conseguiremos conservar o que já existe.
Escola é coisa muito séria e EFE deveria ser também. É chegada a hora de ajustarmos nossas estratégias e energia numa única direção, na direção de uma proposta transformadora que possa educar a Educação Física.

Prof. Francisco Marcondes Gonçalves

domingo, 28 de agosto de 2011

FAÇA SUA AVALIAÇÃO DO I PEDAL 50K SERRA DO VITAL

Para a qualificação do nosso Evento e com intuito de melhorarmos cada vez mais o nosso atendimento aos participantes, solicitamos que deixe sua opinião.

REGISTRE SUAS OBSERVAÇÕES, COMENTÁRIOS, QUESTIONAMENTOS, SUGESTÕES E CRITICAS. 

domingo, 31 de julho de 2011

MINHA CONTRIBUÍÇÃO PARA NOVOS TEMPOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA

 
A Educação física e o verdadeiro papel do educador físico na escola

Responda a primeira coisa que vem à sua cabeça quando pensar na seguinte pergunta: Qual real papel da disciplina Educação física nas escolas? A primeira resposta de pais e alunos é: Jogos e recreação. Mas, afinal, será que uma pessoa que passa anos na faculdade de Educação Física só sabe ensinar esportes e recreação? Obviamente não, e está muito longe de ser somente isso! Os responsáveis pela educação no Brasil e os brasileiros como um todo têm uma visão míope do papel que a disciplina e principalmente o educador físico desempenha. Somos assim, alienados de nosso corpo e claro, de uma parte significativa de nossa identidade. Fazendo isso, além de estarmos sendo irresponsáveis, estamos sendo também coniventes com o ensino precário de Educação Física que é oferecido às escolas e isso pode ser muito perigoso. O professor não ensina aos alunos o que é qualidade de vida. Não basta somente levar os alunos para quadra e dar uma bola pra que corram atrás. É preciso que eles saibam o porquê de estarem correndo atrás da bola. Não é possível desenvolver toda a parte motora da criança e no adolescente somente na escola, mesmo por que o tempo é curto e as aulas são escassas. O importante é desenvolver a consciência e mostrar a importância de se praticar atividades físicas não só na escola, mas a vida toda, e também não limitando a disciplina o papel voltado simplesmente para os desportos de resultados ou discriminativo, este não é objetivo da educação física na escola e que na maioria das vezes serve somente para colocar em evidencia o profissional de Educação Física. A criança passa todos os anos na escola correndo atrás de bola, disputando campeonatos entre as escolas, alguns não fazem nada, e quando se formam na escola, acabam não dando continuidade às atividades físicas e muitos se tornam adultos doentes e consequentemente infelizes. Somos feitos de matéria, mente e espírito, sendo assim, o indivíduo precisa ser desenvolvido como um todo e visto como um ser único. Com uma população cada vez mais sedentária e doente o governo acaba tendo que investir mais em doenças ao invés de incentivarem mais a população a ter saúde e isso vai muito além do que a mídia e os veículos de comunicação mostram. Deveríamos chamar o Ministério da Saúde de "Ministério da Doença". Algumas estatísticas dizem que, para cada 1 real que se investe na saúde, são 3 que se economiza em hospitais, remédios e etc. Estudos também comprovam que fazer exercícios físicos moderados regularmente, além de prevenir doenças, também diminui a necessidade remédios, como os remédios para PA (pressão arterial), por exemplo. Para artrites, artroses e etc, o melhor remédio é exercício físico, para depressão, a mesma coisa diabetes também, e assim por diante. Logicamente que isso não é interessante para as indústrias farmacêuticas, por que se esses resultados fossem levados à população, seriam geradas muitas discussões a respeito do assunto. Enfim, o melhor remédio para a prevenção de doenças é deixar o corpo sempre em movimento, afinal, o que não usamos no nosso corpo atrofia, e isso vale para qualquer coisa, até para o cérebro! Já que o governo através dos órgãos representativo da educação não investem na reformulação e construção de uma politica inovadora nesta área, mudando seu papel de mero espectador do caos provocado pelos não investimentos, tanto nas estruturas física que hoje e lastimável, como no próprio papel pedagógico que ela representa para o crescimento integral do cidadão, não tomando nenhuma iniciativa para efetivas mudanças nas aulas de Educação Física nas escolas. Talvez essa iniciativa tenha que partir de outro lugar, principalmente do próprio educador físico. Se as aulas de Educação física nas escolas fossem eficientes no desenvolvimento motor e psicológico da criança, não haveria tantas crianças, jovens, adultos e velhos doentes, sem um mínimo de informação sobre o corpo. Temos uma população que ainda acredita que velhice é sinonimo de doença, mas não é. O que causa mais doenças em adultos velhos é o excesso de sedentarismo acumulado. Vivemos na era de alienação de nosso próprio corpo e somos parte do problema. Temos uma população cada vez mais doente, e uma questão muito preocupante é o fato de se ter aumentado tanto o número de crianças hipertensas. Não culpo ninguém a não ser o próprio educador físico por essa imagem tão deturpada da profissão, tanto é que, se a Educação física não muda nas escolas, significa que são os próprios professores que se entregam ao comodismo de não ensinar conteúdos teóricos e de conhecimentos empíricos. É obrigação do educador físico contribuir para construção de uma nova forma de pensar no papel da educação física como profissão. Ainda que não sejamos educadores físicos, mas somos cidadãos e muitas vezes, pais. Pensem nisso...

Fonte: Revista Escola – Fevereiro de 2010.

Esta matéria também é dirigida aos amantes da magrela (bicicleta ou bike) da qual faço parte e contribuo com muito orgulho. E também de ver que estamos cada vez  mais trazendo adeptos ao nosso convivo o que traduz tirarmos pessoas da ociosidade. Para constatarmos isto, basta dirigirmos nossos olhares para movimentação  constante na cidade de Cajazeiras de bicicletas nas ruas, sendo guiadas por crianças jovens e adultos direcionando-os a uma atividade física saudável e que nos leva a estarmos em convívio harmonioso e constante contato com a natureza pricialmente num investimento na saúde. Vislumbro Cajazeira sendo colocada no Circuito Estadual de Eventos de MTB. Este é meu sonho, mas sei que não estou só, e se sonharmos juntos ele poderá vir a ser realidade. O Primeiro passo já foi dado a realização do I Pedal 50k Serra Vital de MTB no dia 21 de Agosto de 2011 com percurso Cajazeiras/ Balneário da Barra/ Serra do Vital. 



Professor Francisco Marcondes Gonçalves


sexta-feira, 24 de junho de 2011

A história e inquietude do professor Marcondes Gonçalves e sua relação com o desenvolvimento de projetos sócio educativo


MINHA HISTÓRIA É UMA MISTURA DE PAIXÕES AMORES E EMOÇÕES, MAIS UMA   DELAS É... 

“MAIS QUE UMA PAIXÃO... UM ESTILO DE VIDA”
FOTO (KEKE - BORGES - MARCONDES - CARTEIRINHA)

Podemos parecer um bando de malucos que usam roupas apertadas, capacete, luva e que vivem suados e cheios de lama... Mas por trás disto tudo há uma paixão incontrolável!
Mais que sentir o vento no rosto é ser como o vento, é se sentir livre, não dá pra explicar, só experimentando.
Acaba que, com o tempo você anda, come, bebe e respira bike, e ainda se arrepende por não ter encontrado o Mountainbike antes por ai. Quem me acompanha, sabe que comecei a pedalar de verdade com a minha esposa Lenira.


LENIRA E MARCONDES
(Confraternizaçao com os companheiros da cidade de Sousa)

WCHOA - CARTEIRINHA - LENIRA - MARCONDES - ALAN - IGOR E BORGRE
I PEDAL PICO DO JABRE (Patos-Pb)
WCHOA - CARTEIRINHA - LENIRA - MARCONDES - ALAN - BORGES - IGOR - PAULO
I PEDAL PICO DO JABRE (Patos-Pb)

Depois consegui convencer meu filho Igor e acabei por encontrar em um Passeio Ciclístico no Dia do Trabalhador o meu amigo Joelson Batista Bezerra (Pequeno) Ex. Gerente de Vendas do Armazém Paraíba, e foi através dele que passei a conhecer uma Equipe chamada de VidAtiva.

 PEQUENO

A época a equipe andava ruim das pernas, mesmo, literalmente. Trocando em miúdo, estava quase que totalmente desarticulada com alguns integrantes que de vezes em quando se encontravam para pedalar. Aquela situação desencadeou em mim uma ideia, por que não chamarmos aquelas pessoas para reativarmos a equipe? Cajazeiras se ressentia de um esporte que conseguisse despertar o interesse de mais pessoas para que saíssemos da mesmice, afinal de contas a bike sempre foi muito popular e podia dar certo. Está dúvida ou incerteza de ontem, hoje já não faz nenhum sentido a equipe é uma realidade, basta vê-los a pedalar nas ruas, uma visão que serve de colírios para os nossos olhos.

Em nossa cidade temos, acredito três opções para nos exercitarmos: Uma peladinha de futebol de futsal ou realizarmos caminhadas pela rua de nossa cidade sem estrutura para tal, pois, não temos um local apropriado para este tipo de atividade e por tanto corremos a toda hora riscos em praticá-la ou trancar-se em uma academia o que não me agradava nem um pouco e até os dias de hoje ainda não faz minha cabeça. Não estou afirmando aqui que para a bike exista tal segurança nas nossas pedaladas na cidade, ou que a academia não seja um  boa opção. Mas com certeza não faz a minha cabeça por isto optei ou optamos por fazer MTB de características fortes o fazer trilhas, isto é, saímos do perímetro urbano. Isto me traz sem sobra de dúvidas a certeza de mais uma batalha a ser travada que são as CICLOVIAS em Cajazeira “um sonho de parte dos atletas que pratica este esporte”. Vê-se na realidade o quanto nossa cidade é carente tanto de opções desportivas como de estrutura para tal, não é diferente também quando falamos de lazer e cultura. Posso até está sendo duro demais, mas é uma realidade. Mesmo tendo como jargão de a “cidade que ensinou a Paraíba a ler ou terra da cultura” isto não traduz uma realidade. Quando a estrutura para os esportes perguntar não ofende até quando iremos presenciar este marasmo pelos os que representam este seguimento o esporte? E mais um baque no que se refere ao esporte e a cultura foi recentemente a extição destas duas secretarias, além de mais uma a das mulheres que na minha opinião um equivoco do governo municipal. Voltando a minha historia com o Muontainbike a minha tarefa era convencer as pessoas da equipe dar visibilidade a uma modalidade de certa forma nova e pouco divulgada na nossa cidade, este meio de transporte visto como de classe baixa sem a observância do verdadeiro papel da mesma dentro do contexto do esporte, meio de transporte que contribui com a preservação da natureza e melhoria da saúde entre outras. 

WCHOA, ALAN, PEQUENO, O ALUNO, LENIRA E CARTEIRINHA
SERRA DO VITAL
 PASSEIO DE FINAL DE SEMANA
Quanto a mim, a lembrança que vem a minha mente é a de gostar de bike desde criança e adolescência. 
Trabalhei com meu pai Timóteo Gonçalves conhecido como Timóteo Pintor já falecido que tinha como profissão antes de ser pintor agricultor, butador d’água (expressão da época para quem servia as residências na entrega de precioso liquido no lombo de um animal, precisamente um jumento), entre outras profissões também foi padeiro, fogueteiro e por fim pintor e letrista e de quem falo com muito orgulho, pois sustentou a nós todos, esposa e três filhos. 
Foi uma conquista realizada com muito esforço a minha primeira bicicleta uma Caloi Barra Circular, trabalhei durante todas as minhas férias, pois era um sonho possuí-la. Desafios! Estes fazem parte da minha vida. Sempre me identifiquei com o fazer diferente, inovar, buscar alternativas de crescimento, isto tanto no lado pessoal como profissional sempre em busca do interesse coletivo. Minha existência é um eterno desafiar-me, sem muito alarido ou pretensões outras. E foi diante deste novo desafio, o que me instigou a luta que como a um filme me vi em uma apresentação de danças em época de festas juninas, precisamente no Colégio Nossa Senhora de Lourdes onde se dava o desenrolar de uma apresentação de dança “Country” típica dos Estados Unidos sendo apresentada naquela repartição de ensino privado. E me perguntei, por quê? Se nossa cultura é riquíssima neste quesito. Aquilo doeu lá dentro, no fundo, seria por falta de conhecimento ou total descompromisso com a nossa cultura, isto me fez parar, observar e pensar, aí tem algo de errado, e da indignação que senti naquele momento  e mais tarde é que foi concebido o Grupo de Xaxado do Colégio Comercial Zé do Norte (nome dado em homenagem ao compositor  e cantor Cajazeirense Zé do Norte) de letras de músicas conhecidas tocadas e cantadas no mundo inteiro como, por exemplo: Mulé Rendeira. Isto nos idos de... mas isto é outra história que podemos contar em outro momento em outra matéria. 

Voltando a história do meu reencontro com a bike este realmente aconteceu não sei se tardiamente em se observando a minha faixa de idade quando iniciei os meus já 52 anos, mas me sinto muito bem e a vontade para continuar, costumo dizer que prefiro morrer em cima da minha bike de preferência pedalando. Na realidade sempre fui apaixonado só que está paixão andava adormecida e no ano de 2008 na Praça do Trabalhador e em comemoração ao dia do trabalhador na minha cidade Cajazeiras estava eu retomando assim a minha história de paixão.
Registro fotográfico minhas turmas do COLÉGIO COMERCIAL em plena atividade social, educativo, cultural e de lazer.

APRESENTAÇÃO DA PEÇA DE TEATRO MENINA ABUSADA
Outra paixão, agora adormecida se deu em trabalho realizado na Paróquia São José Operário com os idosos nas Casas Populares e que terei se Deus assim permitir retomá-lo ainda este ano e a convite dos idosos para o meu retorno. 

MOMENTOS DE ATIVIDADE FÍSICA
MOMENTOS DE LAZER - CARNAVAL
Claro que, como sou e estou sempre inquieto em outros momentos detalharei melhor projetos como: “A Companhia Jaraguá” que reunia o Grupo de Danças Zé do Norte, Banda Cabaçal Estrela Brilhante, Grupo de Reisado Reis do Congo e o Grupo de Pernas de Pau realizado com crianças do Projeto de Dona Merscês Holanda. Todos estes trabalhos tenho a certeza que vocês conhecem muito pouco, pois são de cunho social voluntário e como tal muito pouco divulgado.
 GRUPO DE CRIANÇAS COM PERNAS DE PAU

Entre estas pequenas quebras na matéria sobre o muontainbike para um remexer o fundo do baú da minha história de vida  por exemplo como coordenador de alguns projetos em momentos importantes na minha existência e que sei contribuí com trabalhos realizado com as crianças do CSU Centro Social Urbano de Cajazeiras Sinhara Sobreira em parceria com a UFPB/CSU e alguns amigos guerreiros e guerreiras: Fátima Leite (Fitinha do Balé) como é conhecida, a Diretora do CSU Sinhara Sobreira Andréia Coutinho o Maestro Erivan, Mestre Baiano, Rivelino Martins entre outros tantos colaboradores.
 PROF. FATIMA LEITE (FATINHA DO BALÉ) COM SEU BALÉ E DANÇA CONTEMPORÂNEA)
 AULAS DE MÚSICA COM MATERIAL RECICLÁVEL COM MAESTRO ERIVAN
 VÍDEO AULA DE CAPOEIRA - MESTRE BAIANO
 MONITORES AULA DE MÚSICA

Retomando a história com a bike, fui convidado a ingressar na Equipe VidAtiva. Passaram-se alguns meses, e a cada pedal nós estávamos eu e minha companheira Lenira e o Igor mais apaixonados pelo Muontainbike.
Em um pedal realizado como o companheiro Stênio, precisamente no dia 17/02/201 chegava a minha residência todo sujo e me perguntei, como que alguém chega coberto de lama, sujo super cansado e feliz? Só vivenciando você será capaz de descobrir. Só sei afirmar que hoje a Bike e por conseqüência o Mountainbike fazem parte da minha vida.

Com a equipe começamos com pedaladas dominicais e logo passamos a fazê-las três dias na semana com o “BikeNigth” (um passeio noturno) com encontros no Leblon. Hoje sabemos que temos nas ruas da nossa cidade quase todos os dias da semana baikeiros à pedalar o que pra nos do VidAtiva é um alegria só. Sejam bem vindos ao nosso convívio que tem como tema principal a saúde em primeiro lugar, lazer e descontração com total responsabilidade.
Um lembrete ao iniciar o pedal procure uma pessoa com mais experiência para orienta-los, e não esqueçam a segurança é fundamental portanto capacete calçados e luvas são indispensável além dos outro itens de segurança do baikeiro. 
Na próxima matéria abordaria o assunto SEGURANÇA.

PRAÇA DO LEBLON ORLA DO AÇUDE GRANDE DE CAJAZEIRAS

Pode acreditar ela existe em nossa cidade nos confins do sertão paraibano. “Praça do Leblon”.
Nossos encontros hoje acontecem em frente à Catedral Nossa Senhora da Piedade. Aos domingos às 07h: 00, e nas terças e quintas às 19h: 00.

 
A Equipe VidAtiva esteve presente em Evento Social e Desportivo neste mês de Março de 2011 patrocinado pela UNIMED - Cajazeiras 



A UNIMED já programa um outro passeio brevemente. Com certeza estaremos presente.

Matéria publicada pelo: Professor de Ed. Física Francisco Marcondes Gonçalves